Os casos abaixo são todos exemplos fictícios, montados a partir de padrões que aparecem em currículos reais todos os dias. Cada um tem o trecho problemático, o diagnóstico, a correção e a regra que fica.
Caso 1: o resumo cheio de adjetivos
Exemplo fictício. Perfil: analista administrativo, 7 anos de experiência.
Trecho: “Profissional proativo, dinâmico e comprometido, com excelente relacionamento interpessoal e foco em resultados.”
Diagnóstico: cinco adjetivos, zero fatos. Esse texto poderia estar em qualquer currículo de qualquer área, e por isso não diz nada nem para o filtro nem para o recrutador.
Correção: “Analista administrativo com 7 anos em indústrias de médio porte. Centralizei o controle de contratos e reduzi em 30% o tempo de localização de documentos. Experiência com SAP, contas a pagar e fechamento mensal.”
Regra: resumo profissional é cargo, tempo, evidência e palavras-chave. Adjetivo só entra se vier com prova junto.
Caso 2: experiência descrita como lista de tarefas
Exemplo fictício. Perfil: coordenadora de logística, 10 anos de experiência.
Trecho: “Responsável pelo controle de estoque. Responsável pela emissão de relatórios. Responsável pelo contato com transportadoras.”
Diagnóstico: “responsável por” descreve a vaga que você ocupou, não o que você fez nela. Qualquer pessoa com o mesmo cargo poderia assinar essas frases.
Correção: “Renegociei contratos com 12 transportadoras e reduzi o frete médio em 8%. Implantei inventário cíclico mensal, zerando as divergências de estoque em 6 meses.”
Regra: cada bullet responde “o que você fez” e “o que mudou”. Verbo de ação no início, resultado no fim.
Caso 3: a experiência existe, mas as palavras da vaga não
Exemplo fictício. Perfil: analista de RH candidatando-se a uma vaga que pede “recrutamento e seleção” e “employer branding”.
Trecho: “Atuação em processos seletivos e ações de comunicação interna para valorizar a marca empregadora.”
Diagnóstico: a experiência é a certa, mas os termos exatos da vaga não aparecem. A triagem automática busca “recrutamento e seleção” e “employer branding”, e o currículo entrega paráfrases.
Correção: “Conduzi processos de recrutamento e seleção para vagas operacionais e administrativas. Executei ações de employer branding, incluindo página de carreiras e programa de indicação interna.”
Regra: quando a vaga nomeia algo que você fez, use o nome que ela deu. Sinônimo bonito não pontua.
Caso 4: o mesmo currículo para vagas opostas
Exemplo fictício. Perfil: profissional de marketing candidatando-se a vagas de performance e de conteúdo na mesma semana, com o mesmo arquivo.
Diagnóstico: o currículo tenta abraçar tudo e fica mediano para os dois lados. A vaga de performance procura “mídia paga, ROI, Google Ads”. A de conteúdo procura “SEO, pauta, redação”. O documento genérico tem metade de cada e não convence nenhuma.
Correção: duas versões. Na de performance, as campanhas pagas e os números de retorno vêm primeiro. Na de conteúdo, os cases de SEO e produção editorial assumem o topo.
Regra: um currículo por vaga, ou no mínimo um por tipo de vaga. O recorte muda, os fatos continuam os mesmos.
Checklist final
- Resumo com cargo, tempo, evidência e palavras-chave da vaga.
- Nenhum bullet começando com “responsável por”.
- Termos exatos da vaga presentes onde a experiência existe.
- Versão do currículo ajustada para esta candidatura.
- Todo bullet defensável em cinco minutos de conversa.
O GereCV faz esse diagnóstico automaticamente: cruza a vaga com o seu CV de Referencia (Perfil Mestre) e gera o currículo com os termos certos, evidências reais e nota de aderência. As duas primeiras vagas são gratuitas.
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